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A Importância do Sistema de Informação Geográficas para as empresas.

O Sistema de Informação Geográfica (Geographic Information System – GIS) é uma tecnologia em processo de desenvolvimento, dificultando assim, uma definição que satisfaça a todos os envolvidos com o seu desenvolvimento, com as suas aplicações e usos e até mesmo com o marketing dessa ferramenta, que muitos consideram como ciência.
De acordo com a empresa líder mundial nessa tecnologia – GIS – a Environmental Systems Research Institute – ESRI, em seu manual de Melhores Práticas GIS – Ensaio de Geografia e GIS, de 2008 – tomar decisões baseadas na geografia é fundamental para o pensamento humano, uma vez que se usa esse conhecimento para um simples caso de ir até uma loja ou para um grande evento de lançamento de um equipamento em local preciso.
Um sistema de informação geográfica é uma ferramenta tecnológica para compreender a geografia e tomar decisões inteligentes (GETIS, 2008).

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT (2010), o principal objetivo do GIS é a geração de informações espaciais tais como mapas, tabelas, relatórios, estatísticas, gráficos e outros, proporcionando condições mais satisfatórias de visualização, entendimento e suporte à tomada de decisões e reduzindo a subjetividade no processo de interpretação dos dados. Isso é possível considerando-se sua capacidade de integração e suas múltiplas alternativas de apresentação das informações aos usuários, o que potencializa a capacidade de abstração e simulação de resultados. No entanto, a utilização eficiente deste tipo de tecnologia requer o conhecimento de suas potencialidades e limitações, bem como dos passos necessários para sua implantação e utilização, de modo a obter o máximo de resultados possíveis.
O Sistema de Informação Geográfica organiza dados geográficos de forma que uma pessoa que lê um mapa pode selecionar os dados necessários para um projeto ou tarefa específica. Um mapa temático tem uma tabela de conteúdos que permite ao leitor adicionar camadas de informações para uma base cartográfica de localidades do mundo real. Com uma capacidade de combinar uma variedade de conjuntos de dados em um número infinito de formas, o GIS é uma ferramenta útil para quase todos os campos do conhecimento, da arqueologia à zoologia e também para a logística.

O GIS é um sistema de informação geográfica projetado para capturar, modelar, armazenar, manipular, atualizar, analisar, mapear dados espaciais, com as informações georreferenciadas, otimizando processos, através da implantação de um projeto que envolve hardware, software, dados geográficos e recursos humanos (GETIS, 2008).
Novas tecnologias, tais como sistemas de posicionamento global (GPS), sistemas de satélites multissensores, desenvolvimento da fotografia digital, integram com sistemas de informações geográficas, permitindo o armazenamento e gerenciamento eficiente desses dados como parte do conjunto das geoinformações disponíveis nos últimos anos (BLASCHKE; KUX, 2005).

Com o GIS, problemas de localização (pontos comerciais, fábricas, fornecedores, centro de distribuição, entre outros), roteamento de veículos, análise de sistemas logísticos, estão sendo resolvidos mais facilmente, em conjunto com outras variáveis, sendo que no roteamento de veículos tornou-se fundamental, pois permite ao usuário visualizar as rotas que foram geradas a partir de um algoritmo. Além dessas possibilidades, podem-se
identificar como possíveis de desenvolvimento, aquelas relacionadas com os sistemas de informação, controle do fluxo de mercadorias, controle de estoques, arranjo físico do armazenamento, manuseio de produtos, disponibilização de informações para os clientes on-line, entre outros. (ROCHA, 2008).
Mennecke (1997) discute que o GIS integrado a outras tecnologias formam uma ferramenta essencial para diminuir ou eliminar os gargalos da logística e do transporte. Essas tecnologias fornecem aplicações úteis para os gestores desenvolverem estratégias para reduzir os desperdícios, seja com pessoal, custos com combustíveis, tempo, rotas, proporcionando um melhor atendimento ao cliente (LAPALME et al., 1992; KUNZE, 1993, apud MENNECKE, 1997).
Alguns benefícios dessa poderosa ferramenta são destacados por Breternitz (2001, p. 39):

• aumenta nosso conhecimento acerca dos
recursos disponíveis em uma dada área
geográfica;
• facilita a formulação e a avaliação de
diferentes estratégias alternativas,
respondendo a questões do tipo “what if”
relativas a políticas, análises e distribuição
de recursos;
• reduz o tempo gasto para preparação de
relatórios, gráficos e mapas, o que melhora
a eficácia da informação geográfica usada
em análise de políticas e avaliação de
opções de planejamento;
• melhora o planejamento de futuras
pesquisas, por disponibilizar os dados já
existentes e estabelecer linhas mestras
para coleta, armazenagem e processamento
dos novos dados a serem capturados;
• melhora o tempo de resposta aos pedidos
de informações gerados por gerentes e
planejadores, por tornar as informações
mais acessíveis;
• produz novas informações pela sua
capacidade de manipular dados
anteriormente disponíveis, graças à
capacidade de manipulação de dados via
computador;
• facilita o desenvolvimento de modelos
dinâmicos para apoio ao planejamento;
• permite uma utilização mais adequada dos
recursos humanos disponíveis para coleta e
análise de dados – já se viu que os custos
desses recursos são altos – pela eliminação
de redundâncias e sobreposições de dados e
esforços.

Com a plataforma GIS integrada, é possível criar, servir e explorar o conhecimento geográfico nas aplicações logísticas, gerenciando a complexidade das informações no processo de entrada (criar), compilando essas informações com a utilização do GIS (servir), tornando a informação acessível para a tomada de decisão (explorar – com informações que auxiliam o entedimento do porquê e não apenas do como), gerando um fluxo de trabalho mais produtivo. Esta plataforma integrada é uma poderosa ferramenta para a tomada de decisão logística, apresentando dados com grande impacto, comunicação de mudanças (rotas, por exemplo), projeta as tendências (congestionamento, por exemplo), aumentando a produtividade com a otimização dos fluxos de trabalho (BORBA, 2011).

O conhecimento dos Sistemas de Informações Geográficas (SIG) é uma habilidade cada vez mais procurada em indústrias, e em todos os setores da economia desde que  as empresas entendam bem a sua utilidade.
A Especialização, oferecida pela GISCursos por exemplo com o uso do ArcGIS ou do Quantum GIS (QGIS) , ensinará as habilidades necessárias para usar com sucesso o software GIS em um ambiente profissional.
A capacitação em nossos cursos  proporcionará analisar seus dados espaciais, usar técnicas de cartografia para comunicar seus resultados em mapas e colaborar com colegas em campos dependentes de SIG/GIS. No projeto final da GISCursos, o  aluno criará uma peça de portfólio de GIS de qualidade profissional usando uma combinação de identificação e coleta de dados, desenvolvimento de mapa analítico e técnicas de análise espacial.
Na noss empresa GISSoluções, todas as empresas que necessitem contratar projetos de geoprocessamento terá todo o apoio no processo decisório em qualquer setor da economia que estiver inserido.

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atlas IBGE

O IBGE lança hoje a versão WEB do Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil.

Em parceria com a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), a nova versão é voltada para estudantes e o público em geral, e contém informações sobre os oceanos e o litoral brasileiro, as dimensões histórica, demográfica, econômica, social, cultural e natural. Clique aqui para acessar o aplicativo.

De forma interativa, a versão digital do Atlas tem todas as informações da versão física, publicada em 2011. O objetivo é incentivar a sociedade a pensar, conhecer e valorizar o uso racional da biodiversidade e dos recursos minerais e energéticos presentes nas águas oceânicas, solo e subsolo marinhos, que constituem parte fundamental do desenvolvimento socioeconômico e da sustentabilidade ambiental do país em consonância ao ODS 14 “Vida no Mar” que trata da conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

Aplicativo permite navegação em ambiente interativo

A nova versão dá ao usuário acesso ao conjunto de mais de 120 mapas editorados e também às bases de dados. Também é permitido fazer download e consulta aos dados geográficos, estatísticos, além de analisar os mapas, podendo fazer navegação, alteração da escala de visualização, visualização e exportação de tabelas e arquivos gráficos, personalização do mapa, gerar imagens e salvar o ambiente de estudo.

Fonte: IBGE, Diretoria de Geociências, Coordenação de Geografia

 

O Atlas é estruturado em sete temas. O mar na história do Brasil ressalta a questão da expansão colonial portuguesa e a importância do mar na organização do espaço brasileiro. O Mapa geopolítico do Brasil aborda a posição relativa do Brasil no Atlântico e na América do Sul, explicitando os seus limites do Mar territorial, Zona contígua e Zona econômica exclusiva.

Ponta do Seixas, em João Pessoa (PB), é o extremo leste do Brasil
Foto: Marco Antônio de Carvalho Oliveira

 

A Evolução geológica dos oceanos detalha a origem e a estrutura tectônica atual das bacias oceânicas, assim como alguns resultados das últimas pesquisas na plataforma continental brasileira, além da questão do potencial de seus recursos minerais. As Características oceanográficas apresentam um quadro geral dos fenômenos oceanográficos no Atlântico, fundamentais ao entendimento das questões ambientais, costeiras e marinhas, no Brasil.

O tema Ecossistemas costeiros e marinhos ressalta a diversidade de ambientes costeiros e marinhos brasileiros, com particular relevância das áreas para conservação e uso sustentável de ecossistemas. A Diversidade de aspectos do litoral brasileiro apresenta mapas de 14 áreas de detalhe da costa brasileira, abrangendo diferentes ambientes e quatro mapas das ilhas oceânicas, e da distribuição de áreas urbanizadas no litoral brasileiro.

Por fim, o capítulo Questões transversais no estudo dos ambientes costeiros e oceânicos trata de vários temas socioeconômicos e sua relação com esses ambientes, abrangendo questões populacionais, turismo, balneabilidade, recursos pesqueiros, estrutura portuária, logística do petróleo e áreas de preservação e proteção ambiental.

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IBGE lança Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 com mapas interativos e caderno temático sobre indígenas

O IBGE lança hoje (27/06/2016) o Atlas Nacional Digital do Brasil 2016. Trata-se de um atlas que incorpora, em ambiente interativo, as informações contidas no Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, publicado em 2010, acrescidas de 170 mapas com informações demográficas, econômicas e sociais atualizadas e um caderno temático sobre a população indígena no Brasil. Com isso, faz um mapeamento inédito sobre a localização dessa população dentro e fora das Terras Indígenas, segundo dados do Censo Demográfico 2010.

Este Atlas revela as profundas transformações ocorridas na geografia brasileira, acompanhando as mudanças observadas no processo de ocupação do território nacional na contemporaneidade, e se estrutura em torno de quatro grandes temas: o Brasil no mundo; Território e meio ambiente; Sociedade e economia; e Redes geográficas.

Além do recurso ao texto escrito, o Atlas utiliza mapas, tabelas e gráficos, o que permite um amplo cruzamento de dados estatísticos e feições geográficas que tornam flexível e abrangente a seleção de informações, permitindo o entendimento aproximado da diversidade demográfica, social, econômica, ambiental e cultural do imenso território brasileiro.

Este lançamento inaugura a política do IBGE de divulgação anual do Atlas Nacional Digital do Brasil.

Clique aqui para ter acesso ao Atlas Nacional Digital do Brasil 2016.

Aplicativo permite navegação em ambiente interativo

O Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 é uma aplicação de análise geográfica, voltada para usuários que desejam ter acesso somente ao conjunto de mapas e também para os que possuem um conhecimento mais avançado quanto à busca de informações geográficas on line.

Ao usuário é permitido ter acesso a todas as páginas da publicação, podendo fazer download e consultar os seus dados geográficos, estatísticos e seus metadados (informações sobre o dado). A aplicação possibilita também analisar os 780 mapas do Atlas em um ambiente interativo, que permite a navegação pelo mapa, alterar a escala de visualização, ver e exportar tabelas e arquivos gráficos, personalizar o mapa superpondo temas de várias fontes, gerar imagens, salvar o ambiente de estudo para posterior análise e abrir um ambiente personalizado de estudo.

Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 se estrutura em quatro grandes temas

O Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 é estruturado em torno de quatro grandes questões: O Brasil no mundo; Território e meio ambiente; Sociedade e economia; e Redes geográficas.

O eixo temático O Brasil no mundo aborda questões como a desigualdade social, o acesso a informações, as redes geográficas e as fontes energéticas.

A relação entre Território e meio ambiente ressalta as diversas divisões do território brasileiro e traz mapas de relevo, clima, solos, recursos hídricos, vegetação, fauna ameaçada, além de informações sobre riscos ambientais.

O tema Sociedade e economia aborda a dinâmica geográfica, a urbanização, a desigualdade social, saúde, educação, saneamento, cidadania e espaço econômico.

O eixo das Redes geográficas considera os sistemas e as redes – geodésicas, cartográficas, viárias, aéreas, comunicação e energia – como componentes da logística territorial e, portanto, da localização geográfica das atividades econômicas no Brasil, constituindo condição básica para o escoamento da produção, a circulação humana e, hoje em dia, para o desenvolvimento sustentável, uma vez que alavancam grande parte das formas de ocupação e de uso dos recursos naturais, reestruturando continuamente o território nacional.

Caderno Temático faz mapeamento inédito sobre a população indígena

O aprimoramento do Censo Demográfico 2010, no que se refere à base territorial, permitiu a espacialização dos indígenas em escalas geográficas diferenciadas. Foram analisadas as características sociodemográficas dentro e fora das Terras Indígenas, de forma a dar maior visibilidade a esse segmento populacional, o que permitiu mapear estas informações.

O Censo 2010 mostrou que 517,4 mil indígenas (57,7% do total desta população) viviam nas Terras Indígenas oficialmente reconhecidas na época de sua realização. As regiões Norte (73,5%) e Centro-Oeste (72,5%) possuíam os maiores percentuais. Roraima era o estado com o maior percentual (83,2%) e o Rio de Janeiro detinha a menor proporção (2,8%).

75,0% dos indígenas souberam informar sua etnia

No Brasil, 75,0% das pessoas que se declararam indígenas souberam informar o nome da etnia ou povo ao qual pertenciam. As etnias mais representativas, segundo as unidades da federação, revelaram características determinantes de possíveis padrões de distribuição espacial de algumas delas, como os Xavantes, que estavam entre os mais numerosos em todos os estados da região Centro-Oeste, e os Guarani Kaiowá, com penetração em toda região Sul e parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

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Mais de 30% dos indígenas sabiam falar sua língua de origem

O Censo 2010 identificou 274 línguas indígenas. Em todo o país, 37,4% dos indígenas de 5 anos ou mais de idade falavam uma língua indígena. Dentro das Terras Indígenas esse percentual foi de 57,3%, enquanto fora delas e em áreas urbanas, 9,7% ainda eram falantes, e, nas áreas rurais, 24,6%.

As línguas indígenas eram faladas em maior porcentagem nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste, sendo que as Terras Indígenas localizadas nessa última região alcançaram o percentual mais elevado, 72,4%. O Guarani foi significativo no conjunto das línguas mais faladas nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o mesmo ocorrendo em relação aos Nhandeva e aos Mbya nas regiões Sudeste e Sul.

Fonte: IBGE

Comunicação Social
27 de junho de 2016

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