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Projeto desenvolvido por professores do AM é apresentado em conferência na França.

Os professores Aldemir Malveira e Newton Lima, da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino do Amazonas (Seduc/AM), participaram da 9ª Conferência Internacional em Geografia Avançada – Sistemas de Informação, Aplicações e Serviços, que foi realizada na cidade de Nice, na França.

Na ocasião, os professores apresentaram o trabalho intitulado “Expedição Fluvial – Rio Amazonas (Peru-Brasil): Relato do tempo presente da biosfera-atmosfera no Rio Amazonas em período de seca (Julho 2016), com uso de geoprocessamento e transformada em Ondeleta de Morlet”.

Para a realização da parte prática do projeto, os professores, juntamente de uma equipe de pesquisadores, saíram em uma expedição, fazendo um relato do tempo presente em período de seca do rio Amazonas, de Iquitos (Peru) até Manaus (Brasil).

Durante a viagem, foram feitas coletas de amostra de água, medidas de temperatura, umidade do ar, pressão atmosférica, temperatura à superfície do rio, direção do vento e precipitação de chuva com todos os dados georreferenciados. O trabalho foi feito entre os dias 13 e 30 de julho de 2016.

De acordo com o professor Aldemir Malveira, a proposta do trabalho foi mapear a trajetória do rio Amazonas, confrontando com os dados da Agência Espacial Americana (Nasa).

“A ideia do trabalho surgiu a partir da Nasa, que faz todo o mapeamento do espaço, através do geoprocessamento, mapeando toda a trajetória do rio Amazonas vindo de Iquitos (Peru) até o desaguar no oceano. A nossa proposta foi confrontar os dados da Nasa, fazendo esse levantamento no próprio rio. Então fomos até Iquitos e fizemos a coleta dos dados até Macapá. Depois de processar os resultados, verificamos que os dados “batem” com os da Nasa, pois apesar de serem medidos pelo espaço, eles são precisos”, explicou o professor.

Contribuição

Ainda segundo o professor Aldemir, a trajetória que eles fizeram foi a mesma que realizou o explorador espanhol Francisco de Orellana, quando fez toda a exploração do rio Amazonas.

“A grande contribuição para a academia do geoprocessamento é que os dados foram medidos em nível de água e não em nível de espaço e os resultados batem com os dados apresentados pela Nasa. Outras universidades fizeram pesquisas semelhantes, mas sempre do espaço. Nesse formato, conhecendo a trajetória do rio, é a primeira vez que foi realizado”, contou o professor.

Aldemir afirma ainda que o trabalho tem impacto positivo na rede estadual do Amazonas. “Esse é mais um trabalho da rede estadual do Amazonas e reforça as estações de geoprocessamento que as escolas possuem, que é um projeto do Governo do Estado, em que algumas unidades de ensino têm essas estações de geoprocessamento e referenciamento, contribuindo para o sucesso desse trabalho e dando projeções positivas para a Secretaria de Educação”, concluiu.

Conferência Internacional

A Associação Internacional de Academia, Pesquisa e Indústria (Iaria), organizadora da conferência, promove intercâmbios científicos e industriais entre membros de associações existentes, organismos de normalização e fóruns e estabelecer pontes entre diferentes culturas científicas, acadêmicas e industriais.

A Iaria está se concentrando em tecnologias avançadas, produtos do amanhã e invenções, promovendo-os através de vários eventos e publicações. A maioria dos eventos está direcionando resultados avançados.

Com informações da assessoria.

Fonte: http://www.emtempo.com.br/

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